domingo, 19 de abril de 2015

Dr. House

House, M.D., também conhecida como Dr. House ou simplesmente House, é uma aclamada série médica norte-americana, criada por David Shore e exibida originalmente nos Estados Unidos pela Fox a 16 de Novembro de 2004. Já recebeu vários prémios, entre eles dois Globos de Ouro.

A personagem principal é o Dr. Gregory House, interpretado pelo actor inglês, Hugh Laurie.

House (uma espécie de Sherlock Holmes da medicina) é um infectologista e nefrologista que se destaca não só pela capacidade de elaborar excelentes diagnósticos diferenciais, como também pelo seu mau humor, cepticismo e pelo seu distanciamento dos pacientes, comportamento anti-social (misantropia), já que ele considera completamente desnecessário interagir com eles.

A acção passa-se num hospital universitário fictício chamado Princeton-Plainsboro Teaching Hospital, na cidade de Princeton no estado de New Jersey, nos Estados Unidos.

Cinco temporadas já foram produzidas cuja última está em exibição na Fox norte-americana, no canal brasileiro da Universal Channel, e em território luso na FOX Portugal e na TVI, esta em sinal aberto. Outras temporadas mais antigas ainda são exibidas no Brasil através dos canais de televisão abertos Record e Rede Família.

A sexta temporada que está actualmente no ar, foi estreada a 21 de Setembro de 2009 nos Estados Unidos, num programa especial de duas horas.

Personagens
House, interpretado por Hugh Laurie, é o chefe do Departamento de Medicina Diagnóstica do Hospital de Princeton-Plainsboro. Com ele, está uma equipa com o seguintes profissionais que o acompanharam durante as três primeiras temporadas, tendo eles voltado para equipa principal durante a sexta temporada:

Dr.ª Allison Cameron (Jennifer Morrison), uma imunologista;
Dr. Robert Chase (Jesse Spencer), um médico intensivista;
Dr. Eric Foreman (Omar Epps), um neurologista.
Durante a quarta e quinta série, House contrata três novos profissionais, após a demissão da equipa inicial. São eles:

Dr.ª Remy Hadley "Thirteen" (Olivia Wilde), uma médica de clínica geral.
Dr. Chris Taub (Peter Jacobson), um cirugião plástico
Dr. Lawrence Kutner (Kal Penn), um médico do desportivo e fisiatra
Duas outras personagens fazem parte da trama principal que são a Dr.ª Lisa Cuddy (Lisa Edelstein), directora do hospital e endocrinologista; e Dr. James Wilson (Robert Sean Leonard), oncologista, único e melhor amigo de House.

A personagem interpretada por Kal Penn, (Lawrence Kutner) foi removida após o actor ter tomado lugar num gabinete da Casa Branca.

A série
House é um médico conceituado do estado de New Jersey, nos Estados Unidos. Além de conseguir elaborar excelentes diagnósticos, as suas especialidades médicas são a infectologia e a nefrologia. O seu carácter é marcado pelo seu mau-humor, comportamento anti-social, cepticismo e sarcasmo. O local da acção é Princeton-Plainsboro, um moderno hospital universitário público norte-americano.

Quase todos os episódios começam fora do hospital, em aberturas do género cold open, com pessoas anónimas a ter um ou vários sintomas de uma doença tratada em cada um desses episódios. House e a sua equipa iniciam o diagnóstico diferencial de um paciente apenas quando o diagnóstico do mesmo falha nos outros hospitais ou durante episódios de urgência de Plainsboro, tornandos os casos complexos. Apesar de serem raras, as doenças são reais.. Os sintomas conhecidos são enunciados e escritos no quadro branco em que no mesmo são deliberadas várias doenças ou outros sintomas que vão surgindo. Como House gosta de mostrar aos outros que tem razão, recorre muitas vezes ao Método Socrático. No início de cada tratamento, é muito frequente os médicos associarem um sintoma a uma doença vulgar como lupus, cancro ou infecção.

É muito comum também haver discussões entre House e Dr. Foreman pois este acha-o convencido e um "estupor manipulador". Às vezes, os sintomas não são bem definidos porque os pacientes escondem ou simplesmente mentem levando o Dr. House a utilizar muitas vezes a frase "Toda a gente mente / Todo mundo mente" (Everybody lies) corroborando muitas vezes com a frase "os sintomas nunca mentem (The symptoms never lie). Dadas as teorias de House serem extremamente controversas, as autorizações para as suas práticas são muitas vezes banidas pela directora, a Dr.ª Lisa Cuddy, sobretudo quando envolvem altos riscos e, por vezes, faltas de ética.

Os tempos livres de House são principalmente passados em conversas com o Dr. Wilson, o seu único e melhor amigo, em que um não vive sem o outro. Às vezes, para atingir certos objectivos, House usa-o recorrendo a desculpas e argumentos falaciosos. House conheceu Wilson durante uma convenção de Medicina em Nova Orleans que participou pouco tempo depois de concluir a sua graduação de medicina, Wilson acidentalmente partiu uma peça antiga, um espelho, começando assim, uma luta. House pagou-lhe a fiança (depois deste ter acabado por ser preso) pois achou-o interessante. Outros passatempos são ouvir música clássica ou comercial, assistir a novelas medicinais na sua televisão portátil (que traz sempre consigo) ou ainda jogar jogos electrónicos numa consola portátil ou no quarto de um paciente em coma, ou ainda tocar guitarra eléctrica.

Cuddy, a sua patroa, é amiga de House desde os tempos da faculdade. Apesar do seu relacionamento ser temperado de ciúmes, segredos, situações engraçadas e desrespeito por parte dele, existe sempre um companheirismo muito grande quando se trata da reitora proteger o médico em casos mais complicados. De modo a poder aumentar o nível social de House, Cuddy obriga frequentemente o médico a interagir com pacientes de clínica geral cumprindo horários. Porém, o médico tenta sempre evitar essa prática com desculpas. Durante as consultas de clínica geral, House consegue determinar, através dos sintomas, o estilo de vida de cada paciente criticando, argumentando, com tratamentos pouco ortodoxos ou com prescrições excêntricas mas consegue impressionar as pessoas com a velocidade e destreza do seu diagnóstico.

Outra característica central é o facto de House estar constantemente a ingerir um medicamento chamado Vicodin para poder controlar as dores pós-operatórias a que a sua perna direita se submeteu anos antes e que o obriga a andar com uma bengala. Uma operação que foi mal sucedida por causa de uma necrose no músculo quadríceps. House admite estar viciado naquele medicamento mas afirma não se tratar de um problema pois "(Os comprimidos) deixam-me trabalhar e levem as dores consigo". O médico já foi aconselhado a fazer uma desentoxicação de modo a poder se livrar do hábito mas nunca conseguiu diminuir a sua dependência. Quando House não tem acesso ao Vicodin, por não lhe ser receitado ou quando se esquece de pedir uma nova embalagem, recorre a outros produtos farmacêuticos narcóticos tais como oxicodona ou morfina. Além destas características, o médico não gosta de usar a bata medicinal/jaleco, achando-a inapropriada à sua imagem.

Influência de Sherlock Holmes
Existem várias semelhanças entre a personagem House e Sherlock Holmes. O criador David Shore considera-se fã da personagem clássica criada por Sir Arthur Conan Doyle.

As semelhanças entre as duas personagens são evidentes em vários episódios da série, como o carácter psicológico que House usa para resolver os casos (bem como evitar aceitá-los) e a morada do médico (apartamento 221B, o mesmo número do apartamento de Holmes).. House, assim como Holmes, apoia-se em um extremo poder de observação e dedução para solucionar os casos com que é confrontado. Outras semelhanças incluem o passatempo de House: o médico toca guitarra e piano, Holmes toca violino; bem como na dependência de drogas: House em Vicodin e Holmes em ópio. A amizade com Dr. James Wilson também é semelhante à amizade entre Holmes e o Dr. John Watson.

Algumas personagens no universo de House provêm também de Sherlock Holmes: Moriarty, o homem que atirou em House, é o nome do maior inimigo de Holmes, o Professor Moriarty.

Produção da série - A escolha dos actores
As personagens desta série conta vários actores. Antes da equipa final ter sido escolhida, o produtor Bryan Singer quis que House fosse interpretado por um actor norte-americano. Durante as provas de selecção para a série, Hugh Laurie estava nas filmagens de Flight of the Phoenix. Laurie enviou uma gravação vídeo como sua prova de casting conseguindo evitar o uso de sotaque britânico da língua inglesa, usando mais o norte-americano. Embora outros actores estivessem referenciados para o papel, tais como Dennis Leary (Rescue Me), Rob Morrow (Numb3rs) e Patrick Dempsey (Grey's Anatomy), todos foram postos de parte e Laurie foi o escolhido pela sua interpretação, cativando assim o interesse do produtor.

O actor Robert Sean Leonard (para o papel James Wilson), recebeu, além do convite para o papel na série, um outro convite para a série Numb3rs da CBS que, no entanto, rejeitou pelo facto da personagem em Numb3rs aparecer demasiadas vezes. Quanto menos apareço, melhor!, afirmou. O actor também afirmou sentir-se familiar com o ambiente médico, dado que o seu sogro pratica medicina.

O produtor Singer era fã de Lisa Edelstein no papel de prostituta no filme The West Wing e enviou-lhe uma cópia do guião original. Endelstein gostou da personagem Cuddy e foi ao casting para testar a personagem.

O agente do actor australiano Jesse Spencer sugeriu-o para que fosse a uma audição para a personagem Chase, embora tenha mostrado resistência no início. Spencer receava que a série pudesse a vir a ser demasiado similar a General Hospital. Mal viu o guião, o actor mudou de ideias e persuadiu os produtores para mudar a personagem para um australiano.

Omar Epps, que interpreta o papel de Dr. Eric Foreman, diz que inspirou-se no seu papel de interno turbulento na série da NCB ER. Jennifer Morrison afirmou ter feito a pior audição da sua vida. No entanto, o produtor observou o seu papel noutras séries, uma delas era Dawson's Creek, antes dela mesmo ser testada para o papel.

O genérico
O genérico (sequência de abertura) começa com o título e uma ressonância magnética, cuja forma da cabeça desfoca-se e aparece a personagem Dr. House que foi filmada no primeiro episódio da primeira temporada. A abertura emprega um número de cenários que acompanham os nomes dos actores. As imagens mostradas são representações anatonómica antigas e antigos raios-x bem como desenhos de partes corporais. A produtra executiva Katie Jacobs afirmou que a ordem da sequência não tem siginficado necessário. No entanto, o nome do criador David Shore aparece em cima de um pescoço, representando assim o cérebro da série.

No que concerne a sequência musical, nos Estados Unidos e em alguns países, é um excerto de Teardrop dos Massive Attack. No entanto, nos países europeus, a versão do genérico tem uma sequência musical chamada House. Os produtores, por motivos de direitos de autor e de políticas de copyright, não conseguiram que a sequência original dos Massive Attack fosse utilizada nas versões europeias da série.

Galardões (Premiações)
De renome internacional, a série venceu vários prémios e foi nomeada noutros. Foi galardoada com vários Emmys para Melhor Realizador e Melhor Argumento, ambos na categoria de séries, bem como o prémio Melhor Caracterização (Maquilhagem) na categoria de séries.

Em 2006 e em 2007, Hugh Laurie é aclamado melhor actor, título atribuído pelos Globos de Ouro. A série ainda venceu o Prémio Humanitas na categoria 60 Minutos.

Entre as nomeações, estão as de Melhor Actor Secundário (David Morse) e Melhor Realizador dos Emmys. Omar Epps e Jennifer Morrison entraram na lista de atores considerados a concorrer ao Emmy de Melhor Ator Coadjuvante em uma Série de Drama e Melhor Atriz Coadjuvante em uma Série de Drama, mas ambos não foram indicados.

A série fora nomeada para os Globos de Ouro 2009 nas categorias de Melhor Série Dramática e Melhor Ator em Série Dramática (Hugh Laurie)


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